Como Caminhar Num Pântano

de Marta Pais Oliveira 

Bertrand.pt - Como Caminhar Num Pântano
Opinião dos leitores
(1)
Editor: Gradiva
Edição: março de 2026
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«Liberdade pode ser isto - nenhum peso nas mãos.» Entre o gesto transgressor e a escrita, aqui constrói-se um retrato íntimo e vívido de quem observa o mundo enquanto o corpo dá repetidos sinais de quebra. Uma personagem consciente da proximidade da morte, mas ferozmente avessa à piedade alheia, que inventa para si um modo singular de estar no tempo - cria legendagens para filmes, imagina diálogos, altera sentidos, como se a linguagem ainda pudesse suspender o fim que se avizinha. A culpa é um bicho de muitas cabeças: culpa de quê?

Na cidade, a narradora de duas vozes cruza-se com figuras laterais e intensas: uma jovem grávida, um amigo esotérico, a dona de uma papelaria. Cada testemunho de encontro revela um fragmento de um espaço urbano entendido como um coro de desajustados, onde todos travam as suas batalhas invisíveis.

Entre lucidez, ironia e ternura áspera, esta história é uma meditação sobre liberdade, perda e resistência, onde a escrita se afirma como um último ato de insubmissão.

Críticas
«[Em Como Caminhar num Pântano, o novo romance de Marta Pais Oliveira] destaca-se a originalidade da voz autoral, que faz um ziguezaguear permanente entre a primeira e a terceira pessoas narrativas. Uma prosa límpida e poética, crítica e cheia de sentido de humor, que conta a singular história de uma mulher que, nas horas vagas, se dedica ao roubo das malas de mão de outras mulheres para lhes deixar as mãos livres.»
Júri do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho

  • Viagem reflexiva
    Belisa Nogueira | 23-05-2026

    "Como caminhar num pântano, quero saber. (...) Mas isto não é sobre aprender a caminhar sobre o pântano. É sobre saber distinguir quando já se está no pântano, sem o querer." Este foi um livro que ressoou muito em mim. Foi uma leitura que me transportou numa viagem até a algumas memórias de infância ("Erva daninha, trevo-azedo, azedinha, trazem-me a memória de chupar os caules na minha infância. (...) E deitar-me nestas flores amarelas."), a pensamentos/crenças da minha adolescência/juventude até ao presente. "Uma memória dentro de uma memória dentro de uma memória. É isso que eu sou." A personagem "convida-nos" para uma viagem lenta e reflexiva, mas que pode ter alguma turbulência. Convida a fruir, a sermos nós próprios, a libertarmo-nos do peso supérfluo que nos impede a liberdade e de procurar a nossa singularidade. "A liberdade pode ser isso -- nenhum peso nas mãos." Adorei este livro que "pede" para ser saboreado.

Como Caminhar Num Pântano
ISBN:
9789897854156
Ano de edição:
03-2026
Editor:
Gradiva
Idioma:
Português
Dimensões:
148 x 228 x 11 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
168
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789897854156

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