Contra o anonimato, o terceiro lugar
"Qual é o teu nome?" Esta criança parece rondar os cinco anos. Tem a dicção cheia de clareza, os olhos muito abertos. Pergunta-o a outra criança que passeia no corredor de mão dada com uma mulher. A mulher procura algo nas estantes. Procura com um olhar inquieto, há um subtilíssimo desalento que me parece atravessar o seu rosto. Ouvem-se buzinas lá fora, ruídos repetitivos de uma máquina que esburaca o chão, obras, aqui é um espaço contra a voragem de um centro urbano denso, quando vamos do ponto A ao B com pressa, aqui, os gestos suavizam-se. Pressa de quê? Aqui, é uma livraria.