Este livro estuda a dimensão relacional da experiência humana, como princípio fundador. A partir desse princípio, entende-se a comunicação
como um fenómeno particular, decisivo nos processos de subjectivação e de identificação.
Sujeito, identidade, comunidade não são termos prévios nem absolutos, antes se decidem nas práticas comunicacionais implicitamente relacionais que arquitectam, de facto, a nossa experiência.
"A nossa interacção nunca será um encontro de cogitos, mas no seu melhor pode ser uma dança na qual por vezes nos tocamos (…). Dada a nossa
condição de mortais, a comunicação será sempre um problema de poder, ética e arte" (John Durham Peters).