Correspondência em tudo surpreendente. Única do punho de Oliveira Salazar para uma mulher, é em si reveladora de traços pouco conhecidos da sua personalidade: devoção pela música clássica, dedicação excepcional à Provedoria da Misericórdia de Coimbra, passando pela profunda ligação às raízes... É também testemunho directo, incomparável, dos sentimentos do jovem professor de Coimbra em relação à sua entrada na política. Cartas afectuosas, elegantes, aduladoras, de grande sensibilidade, íntimas até, mas também pragmáticas, distantes, hábeis, florentinas às vezes. E o bom senso sempre. Escritas por um homem de trinta anos, não precisamente para uma mulher de trinta anos...