Amanhã não há arte dá continuidade à pesquisa de Carla Filipe em torno das estratégias visuais e gráficas empregues pelo discurso político.
Através de uma análise cuidada e de uma recontextualização dos seus materiais de comunicação, mais especificamente do cartaz reivindicativo, este projeto apresenta um conjunto de símbolos e grafismos oriundos do período pós-25 de Abril de 1974, retirando-lhes, no entanto, toda a plasticidade manual.
Carla Filipe recorre a estas imagens superficialmente despolitizadas, ou às quais foi removida qualquer agência política, para se interrogar sobre o estatuto do artista na atual configuração sociopolítica.