Ao longo da sua história, a Cáritas Portuguesa acompanhou a evolução da forma como a Igreja Católica compreendeu e respondeu aos desafios sociais. Desde a assistência de emergência e o apoio aos mais vulneráveis até à promoção da inclusão social e à intervenção sobre as causas da pobreza, a sua ação refletiu diferentes perspetivas de intervenção social.
A Cáritas afirmou-se como um espaço de promoção de valores como a dignidade humana, a solidariedade, o bem comum e a participação, mobilizando pessoas e instituições para o combate à pobreza e à exclusão social. Desde 1946, desenvolveu múltiplas iniciativas, incluindo o acolhimento de crianças afetadas pela guerra, o apoio a emigrantes e retornados, a cooperação para o desenvolvimento e a formação de agentes sociais.
Com uma rede nacional e fortes ligações internacionais, manteve uma atenção continuada a áreas como os refugiados, a habitação, os idosos e os reclusos. Paralelamente, promoveu a reflexão e o debate sobre as questões sociais, destacando-se as Semanas Nacionais de Pastoral Social e o relançamento das Semanas Sociais, que contribuíram para a procura de respostas mais adequadas aos desafios da sociedade.