Cai a Noite em Caracas

de Karina Sainz Borgo 

Editor: Alfaguara Portugal
Edição: junho de 2019
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Caracas, Venezuela: Num país que antes da crise era a terra dos sonhos, da beleza e da prosperidade e que agora está esgaçado pela corrupção, pela criminalidade e pela repressão, Adelaida procura apenas sobreviver. A sua mãe, professora, grande companheira de toda a vida, acaba de morrer de uma doença prolongada. Adelaida, de trinta e oito anos, fica sem nada, sem ninguém, à deriva numa cidade em que tudo falta, menos a violência e a extorsão.

Poucos dias depois do funeral, Adelaida encontra a sua casa ocupada por um grupo de mulheres às ordens do regime. Decide procurar refúgio na casa da vizinha, mas quando bate à porta só recebe silêncio. Aurora Peralta, a quem todos chamam "a filha da espanhola", está morta no chão da sala. Em cima da mesa, está uma carta a informá-la da concessão do passaporte espanhol: um salvo-conduto para fugir do inferno.

Para sobreviver, Adelaida terá de deixar de ser quem é.

Cai a Noite em Caracas é o retrato de uma mulher que, frente a uma situação extrema, terá de transformar-se, renegar o pasado para se agarrar a uma nova vida. É a história de muitas outras mulheres, muitos outros homens, crianças, velhos, encurralados num país em que a violência, a miséria e a traição marcam o ritmo diário da existência. Um romance extraordinário, que anuncia uma grande promessa na literatura em espanhol.

Críticas
«A voz de uma consciência. [...] Escrita seca, concisa, directa, de uma força expressiva extraordinária. [...] Simplesmente magistral.»
Fernando Aramburu

Críticas de imprensa
«É a próxima bomba literária. Recomendo que não a percam de vista. Vai dar que falar.»
Álvaro Colomer, El Mundo

«Um romance intimista e torrencial. [...] Pura literatura, escrita a partir da raiva, do desenraizamento e das cicatrizes. Precisamente, o lugar onde nascem as histórias.»
Ángeles López, La Razón

«Sainz Borgo retrata um país onde falta tudo, a Venezuela, através de uma narrativa que diríamos quase de aventuras. [...] Escreve sobre mulheres que lutam para que as deixem em paz.»
Luis Alemany, El Mundo

«Uma história poderosa […] narrada com pulso, centrada na humanidade, e sem qualquer intenção política.»
Jesús García Calero, ABC

«Condensação, capacidade de criar metáforas vivas, delicadeza no gosto, exigência intelectual.»
Carlos Pardo, Babelia

«Um romance que vem do futuro. Tem todos os ingredientes necessários para causar impacto: é um romance passado num país que está no centro do furacão, [...] e uma história dramática narrada com pulso firme. Um romance profético que todos deviam ler antes de abraçar cegamente uma ideologia. Seja ela qual for.»
Álvaro Colomer, La Vanguardia

«Um relato que tem muito de intimista, de construção de um país que [a autora] odeia e adora desesperadamente. Tem causado um alvoroço totalmente justificado. Um livro que vai dar muito que falar por todo o lado e que nos leva a juntarmo-nos ao clamor. Promete ser o romance dos próximos tempos.»
Más de uno - Onda Cero

«Uma crónica de alto nível literário, crua e asfixiante, da realidade de um país maravilhoso que está a desmoronar-se.»
César Suárez, Telva

«Por onde começar para recomendar este romance? Talvez pelo enredo imaginativo e audaz. [...] Doce e amargo, encantador e terrível, desconcertante e absorvente. Leiam-no!»
Pilar Castro, El Cultural de El Mundo

«Karina Sainz Borgo não deixa nada pelo caminho: [...] um hino à sobrevivência, uma evocação, o lamento culpado do sobrevivente.»
Juan Carlos Galindo, Zenda

«Uma história fascinante e única que prende desde a primeira palavra, que comove, que atravessa fronteiras.»
Matías Crowder, Diari de Girona

«Um romance oportuno sem ser oportunista. [...] Um romance sobre culpa, o remorso do sobrevivente.»
Las mañanas de Radio Nacional (RNE1)

  • "somos do lugar onde estão sepultados os nossos mortos"
    Florinda Capitão - Livreira Alameda Shop & Spot | 29-06-2019

    A escassez de comida e de dinheiro, a falta de eletricidade e combustível, a violência nas ruas são a crua e dura realidade de um país, a dura realidade com a qual a protagonista se depara. O livro ideal para conhecer a atualidade venezuelana.

  • Puro e duro!
    Sandra Machado - Bertrand La Vie Guarda | 29-06-2019

    Esta história, escrita de forma magistral, é uma reflexão sobre o estado político e social da Venezuela. Aqui conhecemos uma mulher que aos 38 anos perde a sua mãe, a sua casa e, a determinado momento, chega a temer perder a própria sanidade mental. Absolutamente brutal.

  • Forte
    Alexandra Silva - Bertrand Nova Arcada | 27-06-2019

    Um livro que reflete a vida atual na Venezuela, um país em estado de guerra. Uma história dramática sobre a perda de identidade e a luta desesperada pela sobrevivência.

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  • Perecer ou sobreviver?
    Sandra Raquel Silva | 18-07-2023

    Cai a noite em Caracas (2019) é, permitam-me o recurso a um lugar-comum, um enorme murro no estômago e uma maravilhosa descoberta de uma autora, até agora, desconhecida para mim. Trata-se da Venezuelana #karinasainzborgo, “nascida em Caracas, quando tudo estava prestes a pegar fogo”, tal como se afirma na contracapa. Não obstante este meu desconhecimento da autora, já adquiri #oterceiropaís, que será lido muito em breve. A realidade na qual assenta esta ficção é perturbadora e sombria, justamente porque, como se afirma nas últimas páginas do romance, “Esta é uma história de ficção”, mas “Alguns episódios e personagens deste romance foram inspirados em factos reais (…)”. A realidade em que a escrita ficcional assenta é perturbadora e sombria, política e socialmente. As epígrafes que abrem a narrativa, as de Borges e de Sófocles, dão o alerta ao leitor menos prevenido: falar-se-á de coragem, ou da sua ausência; de pertença ou de desterro? Desde o “incipit” do romance, o leitor mergulha nas entranhas de Caracas, em plena revolução. Já não estamos perante uma Venezuela outrora opulenta, antes nos deparamos com violência e escassez. Tudo escasseia, com efeito, e, muito especialmente, escasseiam valores humanos, os da solidariedade, os da amizade, os do respeito pelo outro, pela sua dor, pelo seu espaço primordial, o da casa e o dos seus bens. É sob o olhar da protagonista, Adelaida Falcón, personagem central que assume o seu protagonismo desde as primeiras páginas, que o leitor se adentra numa capital turbulenta, adversa, caótica, angustiante e inspiradora de múltiplos medos nos seus habitantes, mas, em especial, o medo da fome e o da morte. Adelaide, morta a mãe, nas primeiras páginas deverá lutar para sobreviver e reencontrar o seu rumo contra um ambiente circundante cada vez mais corrupto, desigual, autocrata e sem alicerces sociais. Nos últimos anos, a realidade venezuelana entrou-nos portas adentro via televisão, jornais e redes sociais. Vimos uma sociedade a encaminhar-se para o colapso e um país do qual muitos dos seus habitantes fugiram. É essa a realidade descrita por Adelaida que, em algumas reminiscências e regressos a uma outra vida, com a mãe e com as tias, regressa a um Venezuela que não existe no presente da escrita. Esta é uma protagonista ceia de virtudes, mas também uma que cede ao desejo de autoproteção e que intenta a salvação individual. É uma resistente? É resiliente ao ponto de lutar contra a ditadura que se impões? Ou procura meramente sobreviver, numa cidade paulatinamente mais decadente, desoladora, perigosa, assassina, até? Os temas abordados pela autora são duríssimos, mas a escrita flui e a narrativa absorve os leitores desde as primeiras páginas, e, inegavelmente, eu adorei este livro, que, tanto em termos de enredo como no que à linguagem se refere, é poderoso e absorvente. Tudo desmorona, é certo. Desmorona Caracas e a Venezuela. Será que a queda também atinge a protagonista Adelaida? Cai a noite em Caracas… Cairá sobre ela? Leiam. Não passem ao lado de um livro tão bom. @olugardoslivrosdela

  • Impactante e não só
    Marisol Cardoso | 25-07-2019

    Foi um choque tomar noção da realidade com que vivem os venezuelanos. A autora colocou toda a situação a preto e branco, sem falinhas mansas. Dá a sensação pela leitura do livro que a personagem principal já era uma pessoa infeliz mesmo antes do colapso do país. Teria gostado mais do livro se não tivesse ficado com a sensação que Adelaida era uma pessoa tão arrogante. Tirando isso, gostei.

Cai a Noite em Caracas
ISBN:
9789896657345
Ano de edição:
06-2019
Editor:
Alfaguara Portugal
Idioma:
Português
Dimensões:
150 x 236 x 15 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
240
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:

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