A vila de Borba surge no campo da Historia da Arte quase
totalmente inédita. Poucas foram as publicações que se
debruçaram sobre o património cultural desta vila alentejana.
Contudo, a riqueza artística que se observa nas suas ruas, nas
suas igrejas e nos seus monumentos deixa antever um
passado extremamente rico. De facto, a partir do século
XVII, Borba abandonou a produção de cereal e dedicou-se à
produção de vinho para exportação. Os seus habitantes
tiveram desta forma acesso a uma riqueza monetária que
originou a construção e a decoração de inúmeras igrejas,
capelas e monumentos dentro da vila. Este surto construtivo e
artístico levou a que surgisse uma comunidade de artistas que
viviam exclusivamente das encomendas que a elite da própria
vila solicitava. Através de uma pesquisa exaustiva e rigorosa
nos ricos arquivos da vila, o autor redescobriu as inúmeras
campanhas artísticas que enriqueceram os monumentos de
Borba e identificou as dezenas de artistas, maioritariamente
borbenses, que ao longo de gerações trabalharam nas diversas
artes.