Não adianta dizer não passarão!. Não só passaram no passado, como estão a passar no presente. Torna-se, por isso, necessária uma reflexão aprofundada sobre as raízes ideológicas do pensamento da extrema-direita, quanto mais não seja para evitar que estes temas sejam apropriados pela cultura de direita, o que já está, infelizmente, a acontecer.
Em termos políticos, o pensamento da extrema-direita clássica é estadocrático: só alguns estão qualificados para governar a maioria, sendo o cesarismo a forma natural de governo sobre a massa sem racionalidade e discernimento. Actualmente, esta faceta, que era comum tanto ao fascismo como ao nazismo, deu lugar a um ultraliberalismo no plano económico e social que se combina com a destruição da democracia a partir de dentro.