Este livro analisa a passagem de sociedades agrárias a industriais nos maiores países do mundo. O
seu principal argumento é que o modo como se estruturaram as relações entre senhores e camponeses
condicionou a formação dos regimes adoptados pelos modernos Estados industrializados. A onda
de revoluções que se prolongou dos séculos XVII ao XX - com os seus diferentes padrões de conflito e
violência, as suas alianças e formas de integrar as novas elites - é objecto de uma profunda análise
comparativa. Assim, a Inglaterra, a França e os Estados Unidos seguiram a democracia; o Japão e a
Alemanha orientaram-se, pelo menos em determinado momento, para o fascismo; a Rússia e a China
para o comunismo; e a Índia, com alguns sinais de democracia e outros de natureza oposta, constituiu
-se num caso isolado.
Publicado pela primeira vez em 1966, este livro correspondeu aos anseios e condicionalismos ditados
pela Guerra Fria e pela Guerra do Vietname. Porém, assumiu há muito o estatuto de obra clássica e de
referência para historiadores, sociólogos, cientistas políticos, jornalistas e todos os que se interessam
pelos grandes problemas políticos e sociais do presente, dum ponto de vista capaz de articular a história
com as ciências sociais.