«O trabalho do poeta: nomear o inominável, apontar logros, tomar partido, iniciar discussões, moldar o mundo e impedi-lo de dormir, assim diz o irreverente poeta satírico Baal, em Versos Satânicos de Salman Rushdie. E assim o faz Victor Oliveira Mateus neste livro - ao invés de Wittgenstein, que declara que o que não sei dizer, devo calar - ao adotar uma estratégia linguística oposta. Fala — ainda que sobre a impossibilidade de dizer aquilo que não tem nome.»
Ana Paula Dias, no Posfácio ao livro