As dependências de substâncias psicoativas e outras manifestações de patologia aditiva constituem, como é geralmente reconhecido, uma das problemáticas mais preocupantes do nosso tempo, bem expressiva da complexidade das sociedades actuais e da contradição entre aquisições civilizacionais muito relevantes, nomeadamente ao nível dos direitos humanos, fundados na indiscutível dignidade de toda a pessoa, e fenómenos, como este, que implicam enormes riscos e perigos para a efectivação dessa dignidade, ao nível da vida individual e colectiva.
Para bem da saúde importa reconhecer o descrédito das ideologias face ao sofrimento, face à doença, e importa promover o conhecimento com bases científicas.