A vida sem sentido esvazia o ser humano, despersonaliza-o em troco do vazio, da depressão - uma forma de morte psicológica. Na última década, tive o privilégio de conviver diariamente com estudantes seniores (55-92 anos) no programa de Aprendizagem ao Longo da Vida da Universidade dos Açores, os quais, sendo pessoas verdadeiramente sábias e dotadas de inteligência emocional, social e espiritual, emprestaram mais sentido à minha vida.
Ensinaram-me que a melhor forma de envelhecer é viver intensamente cada fracção de tempo (emocional), viver connosco (com os nossos fantasmas e emoções e sabê-los gerir) e viver com os outros (conviver) sem nos diluirmos neles, perseverando a nossa personalidade.