Numa sociedade que promove o consumismo, em que tudo cada vez mais é economia com políticas agressivas, e em que se sobrevalorizam o sucesso a todo o custo, os resultados, cada cidadão está cada vez mais exposto a ser estimulado para o uso de comportamentos de risco aditivo, com ou sem objectos. Muitos cidadãos são seduzidos para se doparem, com ou sem substâncias psicoactivas. Esta é uma realidade que se agravará cada vez mais neste século. Esta obra refaz, actualiza e avalia o que foi feito nos últimos vinte anos na área das Patologias Aditivas, e explica como porventura fomos enganados, porque… afinal não há droga. Desde há bastantes anos que procuramos desmistificar o conceito de droga pela confusão que pode induzir por exemplo quando droga também significa medicamento. O uso da expressão «substância psicoactiva» ou apenas «substância» contribui para melhor compreender a realidade e para melhor transmitir o conhecimento, nomeadamente aos doentes.
Talvez polémico na interpretação de algumas realidades, este livro, repleto de informação e de sugestões para profissionais, políticos ou cidadãos em geral, procura que o leitor reflicta sobre a situação actual da nossa sociedade e tem como finalidade promover uma cultura de estima pela saúde e pela educação. Também com essa finalidade, este livro conta com o enriquecimento trazido por magistrados portugueses e colegas de outros países: Espanha, México, Brasil e Bolívia.