A Sociedade de Incerteza, pela sua nova economia global de consumo de Informação, assume que a afirmação do poder das instituições passa pela exploração da imagem [da forma], sob os conceitos da virtualidade e da clonagem pós-industrial. A Arquitectura assume a qualidade de liberdade do jogo tirânico da funcionalidade e da forma exemplar, segundo a qual, se permite a materialização por objectivos autónomos da exigência de reconhecimento institucional e da normalização. Por transição da sociedade industrial para a da informação, a Arquitectura tem-se provido da necessidade de fundamentos de uma nova utilidade dos seus objectos, na capacidade de provir matéria mais sólida, pessoal e narrativa.
A Arquitectura pura e dura do século XX, narrativa ou não, não pode ser compreendida sem que se investigue o mecanismo individual e social que a tornou legível e eficaz. Não se nega o seu carácter revolucionário, mas identificou-se sobretudo com a perca de seriedade, por se ter estigmatizado com imprecações vingativas aspirando a uma pseudo-reeducação do homem. A Arquitectura que não liberta o homem de todas as pressões, ofereceu-lhe o meio de, no absoluto, aprender e traduzir percepções, constituindo antes um modo de conhecimento e de expressão aliada à acção.