«A procura incessante do Outro é linha matricial da ficção ensaísta A Última Carruagem que, flanando por uma paisagística e culturalmente luxuriante cidade de Oslo - Europa, por metonímia -, fita, em jeito humanista e reconciliatório, os mistérios da Caaba.»
Isabel Ponce de Leão
«A Última Carruagem é uma narrativa de viagens: conduz-nos de elétrico pela Oslo de Edvard Munch e de Gustav Vigeland, e pela exuberante vegetação que a rodeia; faz-nos revisitar parte importante da história cultural (literária, pictórica) da Europa; introduz-nos nos meados mais íntimos da alma humana, do nosso ser, dos nossos múltiplos Eus.»
Maria do Carmo Mendes
«Carlos Mota Cardoso, sob o pseudónimo de João Trambelo, faz, como Apollinaire o percurso das águas do Sena, no tramway que atravessa Oslo, cidade onde passa temporadas em casa de sua filha que ali mora: um Vrai Voyageur. Numa capital cosmopolita interroga-se pelo destino dos que o acompanham, pelas reminiscências da sua prática clínica e, nos confins, pelo Grito do pintor Edvard Munch, ou pela obra de Kierkegaard sobre a angústia.»
Arnaldo Pinho
«[…] Depois de depois chega o sossego ao ponto copioso, à plenitude de ouvir o mar aberto ao pensamento de unidade entregando-se à virtude. Chegou-se ao píncaro da paz. Ao sítio Aonde reina finalmente o espírito.»
Fernando Echevarria