A tomada de Ceuta por D. João I em 1415 marca o início da expansão portuguesa ultramarina, que
continuou durante todo o século XV, década após década.
Em 1492, quase em finais do mesmo século, os Reis Católicos expulsam de Espanha os últimos
ocupantes árabes do reino de Granada; nesse mesmo ano, pensando ter chegado à Índia pelo
Ocidente, Cristóvão Colombo alcança as Antilhas, quatro anos depois de Bartolomeu Dias ter
dobrado o Cabo da Boa Esperança e aberto a rota marítima para a Índia. Assim tem início a
epopeia ibérica.
Os objetivos de ambos os protagonistas são comuns, mas as suas estratégias divergem: Portugal
baseou a sua expansão no comércio, enquanto a Espanha enveredou pela conquista territorial; em
conjunto participaram da mais profunda mudança que o mundo viveu até então, que determinou o
advento da era moderna.
As duas nações ibéricas foram os atores desta aventura prodigiosa, instalaram-se de modo
duradouro em todos os continentes, e determinaram profundas transformações em grande parte do
mundo: religiosas, políticas, sociais, económicas e culturais.
A originalidade deste livro reside na narrativa paralela, colorida e cinematográfica, de episódios significativos da implantação dos dois impérios, fazendo dele um apaixonante romance de ação e de aventuras; a par de um belo livro de História, A Península Ibérica e o Mundo - dos anos 1470 aos anos 1640 oferece também uma perspetiva muito rigorosa sobre acontecimentos decisivos entre os séculos XV e XVII.