Após a campanha para as eleições presidenciais de 1958, em
que se candidatou pela oposição o general Humberto Delgado,
as relações entre o Estado Novo e os católicos portugueses
mudaram na aparência e no ser.
A «frente nacional» que sustentava o regime foi rompida de
forma irreparável. Desde 1958 até 25 de Abril de 1974 o Estado
Novo teve de enfrentar a contestação às suas instituições e
políticas por parte de alguns católicos portugueses.
A presente obra, ao estudar os homens e mulheres que
integram a oposição católica ao Estado Novo, as suas ideias,
formas de acção e organização, aspirações e expectativas,
permite compreender a contestação de alguns sectores da
igreja Católica portuguesa ao regime autoritário que governou
os destinos de Portugal durante 48 anos, e contribui de forma
indirecta para que se possa lançar um novo olhar sob as
dinâmicas sociais, a crise da igreja Católica e as recomposições
do catolicismo em Portugal.