Há mil e uma formas de se ser escravo. Tende-se a acreditar que a condição de escravo é uma realidade que acontece de fora para dentro, como se a responsabilidade da escravatura fosse única e exclusivamente do outro, aquele que escraviza.
Uma questão política, social, cultural, ética, jurídica, relacional e extrínseca. Esquece-se, com muita frequência, da mais destruidora escravatura, a que acontece de dentro para fora.
Aquela em que o próprio indivíduo rejeita a própria liberdade, de forma inconsciente, de forma inconsequente.
É esta escravidão que esta obra aborda e desconstrói filosoficamente.