Bertrand.pt - A Força do Silêncio

A Força do Silêncio

Contra a ditadura do barulho (2ª Edição)

de Robert Sarah e Nicolas Diat 

Editor: Lucerna
Edição ou reimpressão: setembro de 2017
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Numa época cada vez mais barulhenta, em que a tecnologia e os bens materiais não cessam de alargar a sua influência, pode parecer um empreendimento arrojado escrever um livro sobre o silêncio. Contudo, o mundo produz tantos ruídos que a procura de pequenos oásis de silêncio se torna ainda mais necessária. Para o cardeal Robert Sarah, à força de tanto descartar o que é divino, o homem moderno mergulhou num enorme vazio que é uma provação angustiante e opressora. O cardeal vem por isso lembrar que a vida é uma relação silenciosa entre o que há de mais íntimo no homem e Deus. O silêncio é indispensável para a escuta da música de Deus; e a oração nasce do silêncio e volta incessantemente a ele de uma forma cada vez mais profunda.

Nesta conversa com Nicolas Diat, o cardeal Sarah interroga-se: os homens que não conhecem o silêncio poderão alguma vez atingir a verdade, a beleza e o amor? A resposta é clara: tudo o que é grande e criador implica silêncio. Deus é silêncio.

Depois do sucesso internacional de Deus ou nada, que já foi traduzido para 14 línguas e publicado em Portugal pela Lucerna (2016), o cardeal Robert Sarah propõe-se agora dar ao tema do silêncio todo o destaque que ele indubitavelmente merece.

O texto do diálogo entre o cardeal Robert Sarah e Nicolas Diat é seguido de uma conversa excecional de ambos com Dom Dysmas de Lassus, prior da Grande Cartuxa e prior geral da Ordem dos Cartuxos.

Excertos
Quando, nos anos cinquenta, li pela primeira vez as Cartas de Santo Inácio de Antioquia, fiquei particularmente impressionado com uma passagem da sua Carta aos Efésios: «É melhor ficar em silêncio e ser, do que dizer e não ser. É bonito ensinar se se fizer aquilo que se ensina. Um só é o Mestre que disse e fez, e aquilo que fez em silêncio é digno do Pai. Quem verdadeiramente detém a palavra de Jesus também pode entender o Seu silêncio e tornar-se perfeito, atuando através da Sua palavra e tornando- se conhecido por se manter em silêncio (15, 1s). O que significa entender o silêncio de Jesus e reconhecê-lo através da maneira como se mantinha em silêncio? Sabemos pelos Evangelhos que Jesus passava muitas vezes a noite sozinho «no monte» a rezar, em diálogo com o Pai. Sabemos que o Seu falar, a Sua palavra, provém destes tempos de silêncio e que só no silêncio podia amadurecer. Por isso, é esclarecedor que a Sua palavra só possa ser corretamente compreendida se entrarmos no Seu silêncio, se aprendermos a escutar a partir do modo como guardava o silêncio. É certo que, para interpretar as palavras de Jesus precisamos de uma competência histórica que nos permita compreender o tempo e a lingua– gem de então. Mas isto só não basta, em todo o caso, para captar verdadeiramente a mensagem do Senhor em toda a sua profundidade. Quem hoje lê os comentários, cada vez mais volumosos, dos Evangelhos, acaba por se sentir desiludido. Aprende muitas coisas úteis sobre o passado e muitas hipóteses que, no final, em nada favorecem a compreensão do texto. No fim, fica-se com a sensação que àquele excesso de palavras fica a faltar qualquer coisa de essencial: entrar no silêncio de Jesus, do qual nasce a Sua palavra. Se não conseguirmos entrar neste silêncio, a nossa escuta da palavra será sempre superficial e, portanto, não a compreenderemos verdadeiramente. Todos estes pensamentos me atravessaram novamente o espírito ao ler o novo livro do cardeal Robert Sarah. Ele ensina-nos o silêncio: o permanecer em silêncio com Jesus, o verdadeiro silêncio interior, ajudando- nos assim precisamente a compreender a palavra do Senhor de um modo diferente. Naturalmente, o autor pouco ou nada diz sobre si mesmo, mas de vez em quando permite-nos entrever a sua vida interior. Quando Nicolas Diat lhe pergunta: «Alguma vez na sua vida pensou que as palavras se tornam enfadonhas, demasiado pesadas ou ruidosas?», responde; «… Quando rezo e na minha vida interior sinto frequentemente a exigência de um silêncio mais profundo e mais completo… Os dias passados no silêncio, na solidão e em jejum total foram de grande ajuda. Foram uma graça incrível, uma lenta purificação, um encontro pessoal com Deus… Os dias no silêncio, na solidão e no jejum, tendo a Palavra de Deus por único alimento, permitem ao homem orientar a sua vida para o essencial» (resposta n.º 134). Nestas linhas aparece a fonte de vida do Cardeal, que confere profundidade interior às suas palavras. É esta a base que lhe permite reconhecer os perigos que ameaçam continuamente a vida espiritual, mesmo a dos padres e dos bispos, ameaçando assim a própria Igreja, na qual não raro ocupa lugar uma certa verbosidade na qual se dissolve a grandeza da Palavra. Gostaria de citar uma única frase que pode dar origem a um exame de consciência para qualquer bispo: «Pode suceder que um sacerdote bom e piedoso, uma vez elevado à dignidade episcopal, caia rapidamente na mediocridade e na preocupação pelas coisas temporais. Assim sobrecarregado com o peso das tarefas que lhe são confiadas, movido pela ânsia de agradar, preocupado com o seu poder, com a sua autoridade e com as necessidades materiais do cargo, vai-se esgotando pouco a pouco» (resposta n.º 15). O Cardeal Sarah é um mestre do espírito que fala a partir da sua experiência de permanecer em silêncio junto do Senhor, a partir de uma profunda unidade com Ele, e assim tem realmente alguma coisa a dizer a cada um de nós. Devemos estar gratos ao Papa Francisco por ter colocado um tal mestre do espírito à cabeça da Congregação responsável pela celebração da Liturgia na Igreja. Tal como para a interpretação da Sagrada Escritura, também para a Liturgia é necessária uma competência específica. E, no entanto, também é válida relativamente à Liturgia a ideia de que o conhecimento especializado pode, no fim, ignorar o essencial se não se fundar no mais profundo do seu ser na unidade com a Igreja orante, que aprende continuamente com o próprio Senhor o que seja o culto. Com o Cardeal Sarah, um mestre do silêncio e da oração interior, a Liturgia está em boas mãos.
Cidade do Vaticano, na semana da Páscoa de 2017
Bento XVI, Papa Emérito

A Força do Silêncio
Contra a ditadura do barulho (2ª Edição)
ISBN: 9789898809438 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Lucerna Idioma: Português Dimensões: 147 x 227 x 15 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 272 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Religião e Moral  >  Catolicismo

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