Porque procuramos líderes providenciais? Que mecanismos alimentam o liderismo? O papel dos líderes, dos seguidores e das instituições no funcionamento das organizações, das sociedades e das democracias.
Vivemos num mundo marcado pela incerteza. Na política, nas empresas, no desporto ou nas redes sociais, cresce a busca por líderes providenciais capazes de restaurar a ordem perdida, garantir segurança e construir sociedades aparentemente mais justas, puras e perfeitas.
Neste livro, os autores explicam os mecanismos que alimentam o liderismo: culto da personalidade, seguidismo, obediência antecipatória, romantização do poder e fascínio coletivo por figuras providenciais. Cruzando exemplos da política, da gestão, da história e da vida organizacional, mostram como comunidades, empresas e instituições se tornam vulneráveis quando colocam demasiado poder nos seus líderes, depositam pouca confiança nas regras e nos equilíbrios institucionais, e não exercem pensamento crítico.
Em contraponto ao mito do grande líder, os auto¬res defendem uma visão mais humana, prudente e realista da liderança: líderes suficientemente bons, capazes de escutar, aceitar limites, acolher a crítica e trabalhar em instituições fortes, pluralistas e saudáveis.