O Muro de Berlim foi durante décadas, a nível mundial, o expoente mais visível da luta ideológica travada entre o socialismo e o capitalismo.
Na Alemanha foi igualmente tema de romances e de filmes. Após a sua queda não tiveram conta as obras que reflectiram o papel que ele desempenhou como elemento de estabilidade e instabilidade da sociedade alemão.
E Portugal será a primeira obra e, eventualmente até hoje, a única que se debruça sobre esse tema. Como é óbvio reflecte a visão do mundo do autor alicerçada nas suas vivências nos então dois países de língua alemã: RDA e RFA.
Uma visão controversa, sem duvida, mas que pretende contribuir para fornecer outro ângulo de visão para um assunto que parece revestir-se de um unanismo demasiado acrítico. Oxalá o consiga.
Hans Meissner é membro da Juventude Hitleriana, A sua missão é defender Berlim do assalto do Exército Vermelho.
Após a queda de Berlim é nessa cidade que irá viver e trabalhar. Só que a cidade será um dia dividida e ele terá de optar.
A sua opção leva-o a, mais tarde defender a sua Berlim dos ataques - na sua perspectiva - do Imperialismo.
Entre os "dois" Hans está todo um percurso político marcado por dois misteriosos manuscritos medievais.
Percurso certo ou errado?
A História encarrega-se de derrubar o muro e com as pedras que se desprendem da argamassa que as sustentava, desmorona-se um mundo.
Hans vê-se num novo país, ele que quisera construir um país novo.
Porém dos fundamentos do muro derrubado surge uma intemporal mensagem interveniente.
Uma vez mais Hans é testemunha da mudança. Mas uma testemunha interveniente
Tudo muda. Menos Hans "que" lutarão sempre para que a esperança que os manuscritos intemporais da justiça social transportam, tenha um dia efectiva concretização.