Ela ficou a olhar para o carro, até que ele desapareceu
ao fundo da rua.
Depois correu para casa
abriu a porta,
atravessou o corredor,
entrou no quarto,
abriu a gaveta,
encontrou a agenda.
Teclou o número no telemóvel.
Ela sabe que vai finalmente regressar a casa.
Diz-se muitas vezes que a nossa vida é um palco. No caso de Branca,
que nasceu no meio de uma enorme salva de palmas, a expressão é
mesmo para ser levada à letra —como, mais tarde, ela acabará por
perceber.