O império romano teve de lutar sem descanso contra os insurrectos judeus que, inspirados nas gestas dos Macabeus, pretendiam libertar a terra de Israel do jugo estrangeiro. Um destes sediciosos foi o galileu Jesus, preso e crucificado pelo governador Pôncio Pilatos. A figura de Jesus entrou imediatamente num ciclo lendário que faria dele um mestre, um fazedor de milagres, um profeta do Messias, o próprio Messias e, no final, o Filho de Deus.
As obras consagradas a Jesus movem-se habitualmente no âmbito destas crenças, aceitando como histórica a personagem apresentada pelo mito e pela lenda.
Neste livro analisam-se todos os documentos - cristãos, judeus e pagãos - relacionados com Jesus e, através de rigorosos critérios, resgatam-se os dados que nos permitirão deslindar os elementos míticos, as criações lendárias e os factos verificáveis, situando Jesus no seu verdadeiro contexto.
Nem o «Jesus histórico», criado pela teologia, nem o «Jesus da fé»: Jesus, o Galileu, visto naquela perspectiva com que olhamos para os grandes iniciadores das religiões e dos movimentos espirituais da humanidade: Buda, Pitágoras, Platão, Maomé… Jesus estudado com os mesmos procedimentos históricos com os quais se estuda Alexandre, César, Akhenaton… O Jesus da ciência histórica.