Dulcí Ferreira

Dulcí Ferreira

Biografia

Dulcí Ferreira, ou melhor dizendo, Maria Dulcídia de Almeida Pereira Ferreira, nasceu a 1 de Maio de 1963, na freguesia de São Joaninho, concelho de Castro Daire, distrito de Viseu.
Uma de suas primeiras memórias remonta ao ano de 1967, aquando do nascimento da irmã mais nova. Quando chegou a hora da mãe dar à luz, foi-lhe, literalmente, ordenado que saísse de casa e fosse brincar para debaixo da varanda. Ainda hoje recorda os gritos abafados que lhe chegavam do piso superior, sem poder intervir.
A sua relação com os livros começa, exatamente, na escola primária, logo que aprendeu a juntar as primeiras letras. Mais tarde, já no ciclo preparatório, na Escola João Rodrigues Cabrilho, em Castro Daire, frequenta, com alguma assiduidade, a biblioteca da escola e a biblioteca Municipal. Logo depois, surgem as bibliotecas Itinerantes, talvez da Fundação Calouste Gulbenkian (sem certeza), onde requisitava livros nos mais variados registos, com destaque para os policiais de Agatha Christie e os de aventuras de Enid Blyton. Foi com As Aventuras dos Cinco que começou a sonhar vir, um dia, a criar universos outros, nos quais se pudesse refugiar daquele em que nem sempre se compreendia. Os policiais vieram depois. E leu de tudo um pouco, desde os clássicos portugueses, como Eça e Camilo, aos estrangeiros, como Homero, Dante, Shakespeare ou Cervantes.
Frequentou o liceu até ao 8º Ano de escolaridade, recusando-se, posteriormente, a continuar os estudos por não se enquadrar no sistema. Irreverente, sonhadora e algo vaidosa, leva o pai às lágrimas quando decide abandonar os estudos definitivamente. Enquanto estudante, pastoreava o rebanho da família e de alguns vizinhos, não lhe sobrando tempo para dedicar ao aprendizado, o que a levou a desinteressar-se, ainda mais, pela continuidade na escola.
Entre os 16 e os 24 anos, foi catequista, chefe de grupo coral e orientadora do grupo de jovens da terra, com múltiplas atividades de foro social e religioso.
Em 1980 começa a trabalhar numa serração de madeiras, pertencente à família do, então, namorado, agora marido, e de quem tem duas filhas.
Em 1994 cria, em parceria com a madrinha da filha mais nova, a própria empresa no ramo dos Materiais de Construção, virada, sobretudo, para materiais de acabamento e decoração. Foi difícil integrar-se e ser aceite num ramo de atividade, naquele tempo (e ainda hoje) praticamente de foro masculino. Apesar dos inúmeros obstáculos, venceu, com garra e coragem, nunca desistindo. Geriu a empresa com grande sucesso até março de 2008, altura em que se acentuou a crise económica e financeira, no país e no mundo, afetando profundamente o ramo da construção civil. Para não falir, decidiu fechar a empresa por um tempo, até que as coisas melhorassem.
Nesse mesmo ano, e sob influência da filha mais velha, inscreveu-se no Programa Novas Oportunidades. O objetivo seria concluir o 9º Ano de escolaridade, decidindo, de igual modo, fazer também o 12º, através do processo de RVCC. Nesse entretanto, faz um curso básico de Inglês, um de Word e outro de Excel, para melhor funcionar com as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), essenciais na realização de tarefas e na comunicação on-line. Por esta altura, via os seus trabalhos escolares serem encarados e criticados como "demasiado académicos" e colocadas em causa, as suas reais capacidades cognitivas por alguns coordenadores do Programa.
Foi com um trabalho considerado de "excelência" (diga-se), centrado na preservação e cuidados a ter com o meio ambiente, que defendeu a sua formação, não se limitando a uma mera apresentação em PowerPoint. Escreveu um discurso, realizou um filme e declamou poesia… a sua poesia, comprovando, assim, o seu valor e as suas capacidades, perante todos os presentes. Discordou dos créditos que lhe haviam atribuído e foi desafiada, pelo próprio avaliador, a continuar os estudos.
É de salientar que a poesia foi sempre uma constante na sua vida, escrevendo e jogando fora os seus trabalhos por medo de ser incompreendida.
Durante o tempo em que frequentou o Programa Novas Oportunidades, participou em concursos de poesia, chegando a ser destacada com primeiros prémios. Participou também em saraus de poesia com o ator Pedro Lamares.
Apoiada por alguns professores do liceu, com os quais construiu uma relação de grande respeito e amizade, em 2010 inscreveu-se no primeiro CQES (Curso de Qualificação para o Ensino Superior) da Universidade Aberta, com a durabilidade de 6 meses e que incluía um mês de Ambientação On-line. Estudou 3 unidades curriculares, uma obrigatória (Português) e duas opcionais (Filosofia e História). Findo este, e com grande sucesso, questionou-se o que fazer a seguir.
Em setembro de 2011 iniciava a Licenciatura em Estudos Artísticos – Minor em Artes e Património, que realizou nos três anos estipulados, apesar de no último ano de faculdade ter passado pelo IPO de Coimbra. Foi também em 2011 que, influenciada por António Almas, colega da universidade e também escritor, que editou o primeiro livro de poesia, com o título Na Companhia das Letras.
Em Abril de 2013, e em Edição de Autor, publicava um segundo livro de poesia, com o título Envolvência.
Um terceiro livro de poesia encontra-se arrumado na gaveta, a aguardar edição, desde fevereiro de 2015 e que terá por título Este Poema Tão Nosso. A autora decidiu não publicar novos trabalhos poéticos, enquanto não trouxesse ao conhecimento do público o seu mais recente projeto, agora na categoria de Romance. Rosas Brancas, que sairá do prelo da Chiado Editora, é o título de uma obra extraordinária que, espera, seja do agrado de todos.
Com vários projetos em curso, incluindo um livro de Pequenos Contos, um de prosa poética e outro de poesia, todos eles em construção, Dulcí Ferreira é também redatora do quinzenário Diário Notícias de Castro Daire.
Foi homenageada como poetisa, pelo grupo Asas de Poesia, na Biblioteca Municipal Dr. José Vieira de Carvalho, na Maia, Porto, no dia 28 de maio de 2016.
Vem, também, participando em alguns encontros mensais da Tertúlia Artes e Letras do Hotel Lamego, sob a coordenação da escritora/ poetisa Aurora Simões de Matos.
Participou em algumas Antologias poéticas, nomeadamente na 3ª Antologia Poética do Poesia Fã Clube, com edição de Ricardo Manuel de Pinho Teixeira;
Coletânea Mar de Palavras, da Orquídea Edições;
Antologia Fusão de Sentires, da Pastelaria Estúdios Editora.
Participou também, no 17 Campeonato Nacional de Poesia sob a orientação do escritor Pedro Chagas Freitas.
Com uma escrita clara, fluente e envolvente, a autora afirma não perceber nada de gramática, mas acredita que o artista/ autor deve ter capacidade crítica o suficiente no que diz respeito às suas obras e mesmo às de outros autores precedentes, pois, como dizia George Steiner, "toda a criação artística é suscetível de uma intervenção crítica ou didática." Por isso, é uma grande responsabilidade criar, criticar, expor. "Responsabilidade" é o que designa a "atitude" perante o escrito, a obra de arte, a ária musical que envolve sempre "um aspeto moral, espiritual e psicológico."
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