Brigitte Giraud: "Tinha medo de não estar à altura deste homem, da história de amor, do acontecimento."
Tornou-se quase um lugar-comum dizer-se que a vida muda num instante. Raramente nos apercebemos realmente do que esta premissa de estar vivo significa. Em Viver Depressa, Brigitte Giraud (Prémio Goncourt em 2022) partilha connosco um dos acontecimentos mais dolorosos da sua vida: a morte do marido, há vinte anos, na sequência de um acidente de moto, para o qual nunca foi encontrada explicação. A narrativa faz-se desse caminho repleto de “e se?”, à procura de um sentido. Uma investigação quase obsessiva que analisa 23 peças de um puzzle. Mas desengane-se quem vier à procura de um diário da dor. Este é um livro sobre amor.