Três poemas para recordar António Botto
Há 127 anos, no dia 17 de agosto, nascia, em Abrantes, o singular António Botto. Poeta, contista e dramaturgo, ganhou notoriedade pela sua amizade com Fernando Pessoa, seu editor e tradutor, e por ter sido, juntamente com Raul Leal e Judith Teixeira, um dos autores visados de uma queima de livros ordenada pelo Governo Civil de Lisboa, que ficou conhecida como “Literatura de Sodoma”. A irreverência da sua obra, uma das primeiras a evocar o amor homossexual, valeu-lhe a ostracização e o exílio para o Brasil, onde morreu com 61 anos. Mas é também pela sua irreverência que o homenageamos hoje, com três poemas da sua autoria. Acompanhe-os com um copo de vinho; esse que Botto sonhava ter “por amante / e a morte por companheira.”