Está hoje perfeitamente demonstrado que nenhum de nós tem um controlo permanente sobre o seu comportamento. Por vezes, o comportamento acontece-nos!
Mas tal não significa que não seja imprescindível adquirirmos os bons hábitos necessários que nos permitam automaticamente (e sempre) respeitar os outros, sermos empáticos e seres humanos socialmente irrepreensíveis. Trata-se assim de, desde que nascemos e ao longo das nossas vidas, termos uma possibilidade e uma responsabilidade.
A possibilidade daqueles que nos devem preparar para a vida o fazerem de modo conforme com o que as nossas inteligências físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais lhes exigem. A responsabilidade de, enquanto treinadores comportamentais (como pais, professores, líderes empresariais, políticos, treinadores desportivos, etc.), nos responsabilizarmos pelo treino comportamental dos nossos filhos, alunos, colaboradores, cidadãos ou atletas.
Como? Potenciando os Eus ao serviço do Todo, mediante os valores, as crenças e as regras sociais vigentes e consideradas mais adequadas. Experimentando, vendo, imitando, errando e aprendendo com os erros. Permitindo-lhes desde tenra idade a aquisição de uma sabedoria corporal por via do ensino e treino que lhes proporcionemos.
O comportamento humano é, em simultâneo, uma relação e uma experiência, o que nos impõe, como educadores, formadores e treinadores, proporcionar a todas as nossas crianças e jovens uma experiência de vida assente numa determinada prática. Não se trata só de aprenderem (adquirirem conhecimentos), mas principalmente de como treinarem e adquirirem os hábitos considerados humanistas e humanizadores.
Ou seja, precisam de Viver a Vida!