"Uraçá, O Índio Branco", é o primeiro romance da Colecção Cruzeiro do Sul e relata a descoberta
do Brasil, tendo como documento-base a Carta de Pêro Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel. No
ano de 1500, tempo de Descobrimentos e rivalidades com Castela e outras nações da Europa,
Lisboa fervilha de espiões cujos serviços são pagos a peso de ouro. Gonçalo descobre um crime
de alta traição e, para salvar a vida, tem de se engajar na armada de Pedro Álvares Cabral,
onde sofre o destino terrível dos grumetes nas naus a caminho da Índia. Mesmo aí os seus inimigos
o perseguem preparando-lhe (e a Mateus) uma armadilha de que dificilmente poderia escapar
sem a ajuda de uns novos e inesperados amigos, os Tupi - uma tribo de gente nua, de uma raça
nunca antes vista, com a pele cor de cobre coberta de pinturas e de penas -, encontrados numa
terra intocada pelo homem dito "civilizado". Neste novo mundo e entre tão estranho povo, o
grumete vai conhecer o amor, sofrer uma angustiosa iniciação e renascer como outro, após
uma tremenda batalha dentro si mesmo, como um ser de dois mundos e duas civilizações
opostas.