As primeiras Upanixads, entre as quais se conta, com primazia, a a da Grande Floresta, datam de entre o século VIII ao VI, antes de Cristo. Onze, treze, catorze, são consideradas como autênticas, antigas, fundamentais, e constituem, propriamente,
o Vêdanta - o fim do Vêda.
A Upanixad da Grande Floresta, Upanixad maior, conforme a classificação de Shankara, que a ela dedica o seu comentário maislongo e eloquente, fala-nos de Brahma - absoluto e incondicionado, que impregna o universo e, ao mesmo tempo
o transcende - e da sua identidade como átma, o nosso espírito individual.
Com efeito, a Upanixad da Grande Floresta expõe a revelação
a que conduz a experiência iniciática da identidade mais alta, a
exegese lógica da «doutrina da não-dualidade». Advaita-váda;
doutrina que não se fundamenta na redução de nenhum dos dois
termos, espírito e substância, branco e negro; encara-os a ambos
em simultâneo, na unidade de um mesmo princípio, em que estão
igualmente contidos, não como opostos, mas sim como
complementares, mercê de uma espécie de polarização que em
nada afecta a essência do princípio comum.
Transcriação em linguagem portuguesa, prefácio, introdução e glossário.
Este livro contém também o texto em sânscrito.