Decorria o mês de fevereiro do ano 1961, quando o cardiologista Mário Rebelo e o seu filho Jorge, a convite do amigo António Mendes, viajaram até ao Alentejo para uma caçada com amigos. O convite era também um pretexto para convencer o médico a envolver-se num golpe que derrubaria o Estado Novo.
No último dia da caçada, porém, sem que nada o fizesse prever, seis pessoas foram assassinadas e as restantes sete obrigadas, pela força das circunstâncias, a fugir de Portugal.
Com o passar do tempo, descobre-se a identidade do responsável pela atrocidade: fora o mentor da PIDE, Agostinho Marques. Contudo, uma pergunta ficaria por responder até ao verão quente do PREC: Quem os teria denunciado?
Jorge Rebelo, também ele vítima do atentado no Alentejo, é chantageado pela CIA para espiar o Partido Comunista Português. No caldo revolucionário do pós 25 de abril de 1974, é ele quem tropeça na verdade, ao descobrir toda a teia de tramas que motivaram os assassinatos.
Na posse de importantes segredos comprometedores para a secreta americana, Jorge Rebelo terá uma influência decisiva no desfecho do golpe levado a cabo no dia 25 de novembro de 1975.