Uma Mesa Com Lugar Para Todos foi a metáfora de onde partimos e para onde caminharemos, enquanto utopia mobilizadora. O sentido de solidariedade e de partilha que a mesa tão bem representa deve enquadrar toda a reflexão sobre migrações. Uma mesa onde se reparte o pão, na qual as diferenças dialogam e se encontra sempre presente o essencial que une toda a Humanidade.
Através das migrações, os homens têm um mecanismo mais próximo e eficaz de repartir a riqueza e de criar vasos comunicantes. De criar riqueza, dividindo-a. Nesta fronteira se desenrolará uma batalha vital para os valores nucleares do humanismo, entre os que acreditam que o homem é a medida de todas as coisas e os que o colocam como um instrumento menor ao serviço da economia, dos nacionalismos ou de qualquer outro egoísmo.
No século XXI, está será uma das questões que definirá quem somos e para onde queremos ir. E precisamos de ter atenção para não nos deixarmos ir para onde não queremos. Nem, um dia, nos envergonharmos de quem somos.