Quando vi Lior pela primeira vez, ele era somente um sem-abrigo, distanciado de todos. Com um pequeno gesto da minha parte, ele abriu os seus braços e convidou-me para uma viagem que ia além do nosso mundo.
Durante um ano, as nossas voltas pelo quarteirão, Lior relatava discursos de figuras históricas que deambulavam o purgatório, e com que ele comunicava regularmente.
Neste livro surgem a maior parte das conversas - as mais férteis, sumarentas e doces - que durante esse ano preencheram de magia parte dos meus dias.