Entre 1581 e 1598, 232 moradores em Torres Vedras
foram perdoados por Filipe II, rei de Portugal, da prática
de diversos crimes. A diversidade dos mesmos é grande,
desde o delito que deu origem a um maior número de
cartas de perdão, a agressão física, até a outros com
uma representatividade ínfima, tais como, por exemplo,
deserção, impedimento de cobrança e violação.
Estes documentos revelam-nos uma vila de Torres
Vedras extremamente violenta, o que é normal face aos
padrões da época. Um outro aspecto é o da ruralidade,
visível, por exemplo, quando se caçava e se pescava em
meses proibidos, quando gados provocavam danos em
terrenos alheios, ou ainda quando acontecia a maior
parte dos casos de roubo, furto e fogo posto.