As desigualdades homem-mulher ? Um debate ultrapassado !
Parece que a sociedade se encontra em processo de passagem para o feminino. Portanto, se observarmos as estruturas do poder, constatamos que "os ovários são como o oxigénio, rarefazem-se com a altitude".
As mulheres abundam na base das hierarquias ? É porque a mulher real é alérgica à competição. Uma, de entre elas, obstinada, escalará até ao cume da montanha ? Diremos: "É um homem." Na macholândia, a cara perde, a coroa não ganha.
Oito por cento de mulheres no Parlamento, dois milhões de homens que batem em mulheres, trinta por cento de diferença nos salários em cargos iguais, o quase monopólio do trabalho caseiro. ("Querida, limpei-te os vidros."), carreiras bloqueadas para aquelas que dão ao mundo a geração de amanhã...
" É assim porque sempre foi assim e, se for diferente, não será como dantes..."
Isabelle Alonso aborda, com humor, o apartheid soft mas bem real que ainda separa os homens das mulheres na nossa sociedade e que não é objecto de um debate digno do nome.
"Através de um diálogo imaginário, a autora demonstra como lhe parece necessária a paridade homem-mulher. Segundo ela, os franceses criaram um apartheid soft, mas bem real, que não interessa a ninguém."
Livres Hebdo