Escritor e ensaísta francês nascido em 1910, "Gracq é um destes escritores pouco conhecidos, que ninguém ousa criticar nem atacar, como se os protegesse uma espécie de armadura arcangélica, diante de quem a primeira reação do público e da crítica é 'descobrir-se', como à passagem de um enterro. Para ele, não há razão de ser para a literatura congelada e cinzenta: o escritor, seguindo o terrível conselho de Céline, deve calar-se 'quando já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida&'", escreve Ernesto Sampaio na introdução de "A Literatura no Estômago".(...)