(...) Para além da qualidade intrínseca da sua obra, D. João da Câmara definiu caminhos e criou referências mais ou menos consensuais, ainda hoje, na inovação do teatro português: renovou a tradição veneranda do teatro histórico, fez a passagem do ultra-romantismo para um certo realismo percursor, ajudou a introduzir o simbolismo.
E, dentro desta linha de criação dispersa, intuitiva e nem sempre rigorosa, definiu uma matriz de sucesso e criou um estilo que permaneceria no teatro português até pelo menos ao primeiro quartel do século XX - ou mais ainda. (...).