Mais um livro inconfundível da Raquel Serejo Martins, que nos emociona do primeiro ao último poema.
Um livro de poesia que dentro tem corações aos molhos, dióspiros, beijos sem barulho, o Cave, o Cale, o Cohen, cães, gatos, cigarras, mosquitos, canções do Chico e canções do Palma, cometas, bancos de jardim, Paris, Jerusalém, Los Angeles, Itália, relógios de bolso, cortinas, colchões, Abril, trombones, tangentes, tangerinas, búzios, valsas, boleros, caricas, bolo de chocolate, orações divinas, purpurinas, aspirinas, Bach num cravo, o côncavo e o convexo, o Brel, coentros, cerzideiras, orquídeas, orquestras, aquários, girassóis, pães, peixes e escamas e telegramas, frigoríficos, figos e favas, sacos de plástico, vestidos de seda, jacarés e jacarandás, chávenas de chá, marquises, cachecóis, equações matemáticas, um zepelim, feijões e ervilhas, baleias, um atleta em fim de corrida, o teu cabelo despenteado, formigas e os formidáveis desenhos da pintora Ana Cristina Dias, um jumento, um pavão, uma donzela, um mordomo, o Sartre, o Deleuze, o Foucault, o Nietzsche, uma puttana italiana, arroz e feijão, 100 anos de solidão, tulipas, pleonasmos, o administrador do condomínio, flores do verde pinho, botões de camisa, braguilhas, dias de chuva, monções, dias de luto, velhos amantes, luz de velas, gira-discos, flores frescas, horas lentas a passar, coisas contadas ao minuto.
Um livro de poemas de amor, de poemas nos antípodas do amor, conforme a cor dos olhos do coração do leitor.