No ano seguinte à Exposição do Mundo
Português, a devastação deixada pelo ciclone de
Fevereiro de 1941 pôs fim a qualquer pretensão
de resgate de alguns dos antigos pavilhões
criados para o evento. A partir daí, tornou-se
necessário organizar o amplo espaço disponível,
correspondente ao perímetro já delineado pela
exposição (Mosteiro dos Jerónimos a norte,
rio a sul, Praça Afonso de Albuquerque a
nascente, e Torre de Belém a poente), com um
novo foco assumido pelo país - uma visão que
se pretendia mais pedagógica, que queria dar
a conhecer o espaço ultramarino procurando
aproximar a «metrópole» do «ultramar».
São esses projectos, o seu desenvolvimento
urbanístico, particularmente nas décadas
de 50 e 60 do século xx, e o seu necessário
significado histórico que servem de base à
vasta investigação apresentada por Sombras
do Império, sob a coordenação científica de
João Paulo Martins e com a colaboração
de uma equipa pluridisciplinar.