As cidades, as regiões e o território são hoje realidades económicas, sociais e identitárias que, a par da globalização e da revolução tecnológica, marcam as bases civilizacionais do século XXI.
No processo em curso de integração europeia e de mundialização das economias, as cidades e as regiões tendem a assumir um papel cada vez mais relevante. As realidades supranacionais e infranacionais (regiões e metrópoles) tendem, progressivamente, a afirmar-se como espaços económico-territoriais no seio dos quais se podem definir estratégias relativamente autónomas face às prosseguidas nos quadros estritamente nacionais. Neste enquadramento, assumem especial relevo as mutações em curso no espaço comunitário que significam, a médio prazo, uma reformulação da importância estratégica das grandes cidades e das regiões enquanto pólos catalisadores de fluxos de recursos e difusores de inovação.
Mas não existe alternativa para a cidade. Mudam, ao longo da história, as condições tecnológicas, produtivas e sociais e, com elas, alteram-se os padrões territoriais, as estruturas funcionais e os valores urbanos. Mas as cidades continuarão a polarizar a inovação, a criatividade, a cultura, o progresso social e a democracia.