Gabo-me de ter uma cabeça dura à prova de marretadas! Acordei, por isso, do sonho no meio de ratos devoradores da Literatura do antigo convento e apalpei os ossos para ver se estava ainda tudo no lugar.
A velha gorda que coçava estupidamente um pé pensando talvez estar a coçar o bestunto, olhou-me indiferente e não estranhou o galo ensanguentado que eu tinha no alto da cabeça.
Não pensei sequer em perguntar-lhe se tinha visto quem me agredira porque não lhe arrancaria nada. Ela não tinha nada com isso, o segredo era a alma do negócio e não se interessava por querelas entre clientes que não lhe diziam respeito