Rumo ao Farol

de Virginia Woolf; Tradução: Mário Cláudio 

Editor: Relógio D'Água
Edição: julho de 2008
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Um dos livros mais importantes do século XX, Rumo ao Farol é também um dos romances mais conhecidos de Virginia Woolf.
A tranquila Mrs Ramsay, o trágico mas ao mesmo tempo absurdo Mr Ramsay, juntamente com os seus filhos e vários convidados, encontram-se de férias na Ilha de Skye.

Mrs Ramsay assume o papel de esposa e mãe perante os seus hóspedes: Lily Briscoe, a artista frustrada, Minta e Paul, o jovem casal apaixonado, e Charles Tansley, o misantropo estudante, que se encontra sob o seu fascínio. O desejo de James, o seu filho mais novo, é fazer uma viagem de barco até ao Farol.

A partir da expectativa da visita ao farol, Virginia Woolf constrói uma narrativa comovente sobre as complexas tensões e fidelidades existentes numa família.

  • Vibrante...
    Patrícia Dengucho - Livreira Bertrand Porto Alameda Shop & Spot | 27-03-2019

    “Rumo ao Farol” é, sem dúvida, uma das melhores obras de Virginia Woolf e a que mais perfeitamente espelha o seu talento literário. Esta obra, repleta de personagens únicas e um imaginário vibrante, fala-nos sobre a passagem do tempo: a degradação dos bens materiais, das pessoas e das relações.

  • A luz do farol
    António Dantas | 03-04-2021

    Em ‘Rumo ao Farol’ a Vida é vista através dos olhos de uma família, especialmente os olhos de Mrs Ramsay, que atua como o eixo (a consciência narrativa para a mente das outras personagens), sendo uma luz benevolente mas ornamentada pela obscuridade das normas da época onde as mulheres eram meros amuletos de seus maridos: onde o casamento era a última felicidade e a procriação a única finalidade para a realização pessoal de uma jovem - "As mulheres não podem escrever. As mulheres não podem pintar." Virginia Woolf questiona a opressão da sociedade em relação ao seu género (mas também a submissão) - rema contra a maré ao mesmo tempo que compreende a sua corrente; crítica o costume social (por tratar-se mais de um dever do que um direito) que silencia não só a sua voz como também nega-lhe uma total autonomia e subsequente liberdade. A intriga, enquanto conhecemos as personagens, menciona aquilo que é referido como uma árdua viagem rumo ao farol criando no leitor um suspense incorrespondido e adiado ao longo das suas páginas. Tudo a um vigor multifacetado e com uma prosa celeste em movimento oscilante - de parar os ponteiros do relógio no pulso de qualquer pessoa de qualquer época - através de pequenas repetições, mágicos atalhos transitivos e múltiplas perspetivas a escritora cega-nos com a luz do farol; que remete-nos para uma solidão bonita (que apela a um abrir de mentes) - será esta a alegoria do Farol? Uma introspeção peculiar: um assobio de um vento noturno que fala acerca da verdade dos nossos desejos, um sopro de uma vela para que estes se revelem e se tornem realidade à luz da matina? O que nos reservará o farol na realidade? O que acontecerá quando lá finalmente chegarmos? - O leitor interrogar-se-á. "O tempo passa" (só por esta parte recomendo a compra do livro); a vida atropela e afasta-nos dos nossos, sem simpatia, e de nós mesmos, sem piedade, com as sementes da sua tragédia. E à medida que avançamos até ao farol a distância parece encurtar e alongar-se e baloiçar no tempo através da narrativa de Woolf: consistente à superfície mas sempre com uma profunda benesse. E por fim lá navegaram por linhas de tinta fantasma e intervalos de vento, contra a tirania, rumo ao farol... Vejo a luz do farol como um apelo à racionalidade, à igualdade de género, à justiça e ao amor. Hoje por hoje a batalha continua mas na altura, quando foi escrito, acredito que tratara-se mais de um refúgio; um grito abafado numa almofada, e um eterno tricotar poético, nada menos que um sonho (revolucionário) traduzido em literatura. Mas também poderá ser lido como um retrato íntimo, ou uma homenagem ao passado da autora, particularmente à memória de seus pais: uma visão autobiográfica. Hoje consagrada, Virginia Woolf é conhecida como uma das revolucionárias contra as normas machistas da sua época. E um ícone - uma mente enigmática com um coração perene - que os tempos ironicamente ajudaram a imortalizar para iluminar-nos. (Obviamente, aconselho a versão original.)

Rumo ao Farol
ISBN:
9789896410179
Ano de edição:
07-2008
Editor:
Relógio D'Água
Idioma:
Português
Dimensões:
154 x 234 x 15 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
184
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789896410179

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