ÓDIO, ESCRITORES, HUMORISTAS E OUTRAS PESSOAS FURIOSAS.
Roberto Bolaño «odiava» Isabel Allende ou só detestava os seus livros? Allende começou a «odiá-lo» por causa disso, ou era apenas uma autora cheia de despeito que nunca perdoou ao seu compatriota? André Canhoto Costa pergunta-se se o «ódio» na literatura é uma força motriz ou os autores de hoje encomendam mesmo os seus temas num gabinete de comunicação e propaganda?
O SOM E A FÚRIA. DILEMAS CRIMINAIS
O jurista Nuno Igreja Matos escreve sobre a suspeita de ódio. Num momento em que aumentam as denúncias e as investigações a crimes de discurso de ódio, afinal, o que é odiar
ESTÃO A DAR CABO DOS MAUS?
Vítimas das novas pedagogias, do woke, da auto-ficção ou somente da indiferença ou preguiça dos escritores, a população de grandes vilões literários está a diminuir drasticamente, registando-se cada vez menos nascimentos e uma degradação progressiva da atenção aos exemplares históricos. Filipa Melo propõe um modelo de vilão.
PROUST, O QUE APRENDEMOS.
Não há palavras para descrever comportamentos humanizantes ou onde se apresente a uma melhor luz. Proust olha para dentro de si e vê apenas, imagine-se, podridão e egoísmo. João Pedro Vala sobre o centenário.
MANDEVILLE, O ENIGMA.
O Livro de John Mandeville, a mais popular narrativa de viagens da Idade Média, revela o caminho percorrido por um cavaleiro inglês que quis descobrir o que existia para lá das fronteiras do mundo conhecido. 670 anos depois, pouco se sabe sobre o livro que encantou reis e inspirou navegadores. Texto de Rita Cipriano.
UM PORTUGUÊS NA ISLÂNDIA.
Depois Málleysingjarnir (Mudos), estreia em 2019, o seu segundo romance acaba de ser traduzido para português. O autor, Pedro Gunnlaugur Garcia, nasceu em Lisboa em 1983, e viveu até agora em Reiquiavique. Pulmões (Lungu), recebeu o Prémio de Literatura da Islândia em 2022.
CRÓNICAS DE JOÃO PEREIRA COUTINHO, ISABEL LUCAS, MANUEL FRIAS MARTINS E TÂNIA GANHO.