No centro do nosso olhar estão as implicações para os EMGF(Estudos sobre as Mulheres/de Género/Feministas) da forma como a racionalidade económica neoliberal procura transformar as sociedades capitalistas e como, sob o seu regime, os governos deixam de ter uma responsabilidade prática ou ética perante o seu coletivo de cidadãs e cidadãos, abdicando das obrigações de nivelar o campo de ação para todas as pessoas prejudicadas pela discriminação sistémica e apelando à escolha individuale à responsabilidade pessoal como antídotos para as barreiras do preconceito e da discriminação.
Entendemos que percorrer os últimos 20 anos da interceção entre género e neoliberalismo pode dar-nos algumas respostas que toquem não apenas os estudos de género, mas os caminhos dos feminismos nessas últimas duas décadas.