É frequente encontrarem-se pessoas que são muito mais exigentes, por exemplo, na escolha de um fato para vestir do que na disposição da planta de uma casa que mandam construir para habitar. Neste retrato aparentemente simples, mais do que a mera constatação de uma realidade à qual Raul Lino é crítico, reside a essência do seu programa doméstico: a disposição da planta de uma casa, a qual constitui, no contexto da história da arquitectura doméstica em Portugal, o indiscutível berço de modernidade.