Escrito em 1959, Rã no Pântano, de António de Almeida Santos, na altura advogado a exercer em Lourenço Marques (actual Maputo), foi proibido pelo regime de Salazar sem grande surpresa para o autor.
Requisitado para censura, no relatório justifica-se que "são nove contos, sete dos quais contêm assuntos de índole imoral e anti-social, motivo por que entendo que o presente livro não possa circular no País".
"O meu livro foi apreendido, se bem ajuízo, por razões de intolerância política e de intolerância religiosa.
Não sei qual das intolerâncias pesou mais.
Talvez a soma de ambas.
Quem hoje o ler não encontrará razões para ele ter merecido tamanha honra", disse o político em 2004.