Na linguagem do futebol - que quase exige um léxico específico - , os mais prolíficos marcadores de golos são, com frequência, apelidados de «matadores», a palavra que dá título a este livro e que, pela conotação perversa, tétrica ou fúnebre, não é propriamente do agrado do autor. Diga-se, aliás, que o termo não resulta da mundialmente reconhecida capacidade dos portugueses para invertar coisas; em puríssima verdade, corresponde à tradução de killers (matadores, assassinos), de extracção anglo-saxónica e utiliza o jargão futebilístico dos mais variados países. Pode torcer-se o nariz à designação, mas está fácil de entender a «mensagem», face à natureza do gesto de punição extrema e irreversível do agente em causa, o goleador.