Como é sabido, o universo romanesco de José
Saramago é atravessado por um tom sentencioso da
forte preferência do narrador, o qual é frequentemente
acomodado pelo recurso ao provérbio. Natural
portanto o aparecimento no campo da vasta literatura
crítica sobre o autor de um estudo como este que
Helena Vaz Duarte aqui nos propõe. Natural,
necessário e, como o leitor verá, ao mesmo tempo
surpreendente, se atentarmos no manancial de
informação que os anexos facultam. Com efeito, o
estudo ora publicado, se não tivesse outros méritos, e
tem-nos abundantes, teria desde logo o de ter fixado
nos referidos anexos um valiosíssimo trabalho de
levantamento tipológico da forte presença de
provérbios na obra romanesca de José Saramago.