Ao longo de uma carreira de 25 anos como jornalista, Agostinho Santos procurou não ficar sentado nas secretárias das redacções dos jornais, onde trabalhou.
Foi para o terreno, calcorreou pisos escorregadios e alguns mesmo perigosos.
Relata, neste Portugal a Negro, muitos desses momentos em que como repórter infiltrado, acompanhou casos de grande complexidade. Para isso foi sem-abrigo, arrumador de carros, dormiu em albergues, infiltrou-se numa rede de droga, investigou a prostituição e o trabalho infantil e foi mesmo um peregrino de Fátima. Em todos os casos, proporciona-nos belas reportagens, algumas das quais, premiadas com importantes galardões do jornalismo português.