Pandemia – 27 Poemas Brasileiros

de Álvaro Alves de Faria 

Bertrand.pt - Pandemia – 27 Poemas Brasileiros
idioma: Português do Brasil
Editor: Palimage
Edição: outubro de 2021
Portes
Grátis
10%
12,50€
Poupe 1,25€ (10%) Cartão Leitor Bertrand
Em stock online

Aqui o poema nasce no coração que para.
O poeta e jornalista Álvaro Alves de Faria, assim nos revela na poesia cortante, qual uma adaga que fere e assombra. Neste impactante livro PANDEMIA 27 POEMAS BRASILEIROS, não há espaço para construções linguísticas, diz o poeta, pois os mortos não têm o tempo para morrer e a poesia está a serviço das dores mais fundas, dos horizontes sem lua, das respirações ofegantes e do chiado da asma dos incrédulos.

Já no segundo poema, OS GAFANHOTOS - a oitava praga do Egito - as nuvens dos repugnantes insetos qual a passagem bíblica, representam o vírus ora presente que nos envolve, mata, e nos cala na solidão das casas fechadas. " Percorrem as cabeças mortas / empilhadas no corredor / onde homens de branco falam palavras mudas / e mulheres carregam seringas para as camas."

O poeta nos induz ao apocalipse. O fim do mundo brasileiro, que tem por infeliz destino um "rei", um comandante cínico que joga propositadamente seu país/navio contra os rochedos, e se regozija com a matemática crescente do morticínio. " Faz um discurso e bebe um copo de leite nazista" E o "rei" diz, a dar de ombros " e daí?"
Enquanto as mãos vazias acenam para o nunca mais, sem a despedida solene das exéquias, " as pequenas cruzes azuis" estão " a marcar um lugar qualquer / no mapa brasileiro da enorme solidão". Nestes poemas, tudo é desalento e verdade. " As coisas se partem como se caíssem de uma mesa/ e tudo se derrama como soluços derradeiros/ que escorrem da boca".

No poema 27, o poeta Álvaro parece nos dizer que está asfixiado pela dor do mundo.
Contudo, nos revela imenso na grandeza de sua humana poesia, que remete àqueles mais desvalidos. Os habitantes do sereno frio da cidade, que tossem sob o concreto dos viadutos. As inúmeras mulheres órfãs, aqui representadas por uma Magaly qualquer, que choram nas portas das igrejas e " que se nega a continuar sem ti", o seu marido de triste fim. " Vitima dos gafanhotos voadores verdes / quando trabalhava na tua oficina/ e não sabias dessa dor mais próxima / apesar de teu medo".

PANDEMIA, 27 POEMAS BRASILEIROS, é, sem dúvida, a obra que melhor traduz poeticamente o momento dramático no qual nos afundamos e tentamos submergir. Alta e pura poesia. E, apesar do poeta tentar não se deter aos valores estéticos, as melodias mais tristes perpassam seus versos de rara imaginação e de extraordinária e pungente beleza.
Denise Emmer
Poeta e musicista - Rio de Janeiro

Pandemia – 27 Poemas Brasileiros
ISBN:
9789897032707
Ano de edição:
10-2021
Editor:
Palimage
Idioma:
Português do Brasil
Dimensões:
147 x 211 x 5 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
64
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789897032707
X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?

O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.